Julian passou dois dias inteiros em silêncio.Depois da noite violenta contra a parede, Vito não havia tocado nele novamente. Mal falava com ele. Apenas observava. Um olhar frio, calculado, predatório. A mansão parecia menor, mais sufocante. Cada passo de Julian era vigiado, cada ligação monitorada, cada respiração analisada.Na terceira noite, Vito finalmente quebrou o silêncio.Eram quase dez horas quando ele entrou no quarto principal. Vestia uma camisa social preta com as mangas dobradas até os cotovelos e calça social da mesma cor. Nas mãos, carregava uma caixa de madeira escura, lisa, sem adornos.Julian estava sentado na beira da cama, tenso. Os hematomas da noite anterior ainda marcavam sua pele — roxos profundos nos quadris, marcas de dedos na bunda, chupões violentos no pescoço.Vito colocou a caixa sobre a cômoda e olhou para ele. Sua voz saiu calma, controlada, quase suave. O tom era mais assustador do que se estivesse gritando.— Levante-se.Julian obedeceu.Vito caminhou
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