A música pulsava como um coração aberto, grave e sujo, vibrando no peito de Julian antes mesmo que ele conseguisse sentir o próprio batimento. O clube se chamava Noir, e o nome não era à toa. Tudo ali era preto, vermelho escuro e pecado.
Julian não costumava frequentar lugares como aquele. Advogado criminalista de 29 anos, ele preferia bares discretos com uísque de 18 anos e conversas que não exigissem gritar. Mas naquela noite, sua irmã mais nova havia implorado para que ele a acompanhasse à i