Enquanto esses pensamentos ainda ecoavam em sua mente, Helena e Thomas retornaram correndo, os passos apressados pelo caminho. As mãos miúdas seguravam algo com cuidado, como se carregassem um tesouro recém-descoberto.— Tia Clara! — chamou Thomas primeiro, ofegante e orgulhoso. — Peguei essas flores pra você.Ele estendeu o bracinho com um pequeno buquê improvisado de flores do jardim, de cores variadas e hastes irregulares. Maria Clara aceitou o presente com um sorriso sincero que lhe iluminou o rosto.— São lindas, Thomas… obrigada — disse, aproximando-as do rosto para absorver o aroma.Helena, então, deu um passo à frente. Em suas mãos havia outro buquê, um pouco menor, mas cuidadosamente montado. Ela ergueu o olhar para o pai, hesitante. Nos olhos grandes, havia uma pergunta silenciosa, uma mistura de esperança e medo, como se aguardasse não apenas a aceitação das flores, mas também a do próprio afeto.— E essas… — começou ela, a voz baixa — são pra você, papai.Por um instante,
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