O sol da manhã de sábado filtrava pelas cortinas baratas do motel, iluminando o quarto bagunçado: lençóis amassados, roupas espalhadas, cheiro de perfume barato e álcool. Gael acordou com uma dor de cabeça lancinante, a boca seca e o corpo pesado como se tivesse sido atropelado. Piscou devagar, tentando focar — onde estava? Isso não era o apartamento dele e de Elisa.Virou a cabeça e viu Victoria ao lado, nua sob os lençóis, sorrindo sonolenta enquanto se espreguiçava.— Bom dia, amor — murmurou ela, mão traçando o peito dele. — Dormiu bem?Gael sentou-se de uma vez, o quarto girando.— O quê... Victoria? O que aconteceu? Como eu vim parar aqui?Ela riu baixo, sentando-se também, sem se cobrir.— Você veio por conta própria. Ou quase. O sedativo ajudou a relaxar, mas o resto... foi você. Chamando meu nome, me beijando, me tocando como nos velhos tempos. Você me confundiu com ela, mas... o corpo não mente.Gael sentiu o pânico subir como bile. Fragmentos voltavam: o café, a água com go
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