O hospital Albert Einstein parecia um mundo à parte naquela manhã de segunda-feira. O quarto de Elisa era amplo, com paredes claras, uma janela grande que dava para o skyline de São Paulo e uma poltrona reclinável onde Gael passava as noites. O bip constante do monitor fetal era o único som que quebrava o silêncio pesado entre eles desde a revelação das fotos e vídeos.
Elisa estava deitada de lado, mão protetora na barriga de seis meses e meio. O bebê mexia devagar, como se sentisse a tensão da