O quarto do hospital parecia encolher a cada hora que passava. A luz fria do teto refletia nas paredes brancas, criando sombras longas que pareciam dedos acusadores. Elisa estava deitada de lado, o monitor fetal bipando ritmicamente ao lado da cama, como um coração mecânico que tentava tranquilizá-la. Mas nada tranquilizava. O bebê mexia devagar agora, como se também estivesse exausto do estresse que a mãe carregava nas últimas 48 horas.
Gael não saía da poltrona. Há dois dias ele não dormia ma