O sol da manhã de sábado filtrava pelas cortinas baratas do motel, iluminando o quarto bagunçado: lençóis amassados, roupas espalhadas, cheiro de perfume barato e álcool. Gael acordou com uma dor de cabeça lancinante, a boca seca e o corpo pesado como se tivesse sido atropelado. Piscou devagar, tentando focar — onde estava? Isso não era o apartamento dele e de Elisa.
Virou a cabeça e viu Victoria ao lado, nua sob os lençóis, sorrindo sonolenta enquanto se espreguiçava.
— Bom dia, amor — murmuro