No galpão escuro onde Elisa estava amarrada, o tempo se arrastava como uma tortura lenta. Louis — ou quem quer que fosse de verdade — voltava de tempos em tempos para alimentá-la com sanduíches secos e água, sempre com o mesmo sorriso frio. Ele não a machucava fisicamente, mas as palavras dele eram lâminas afiadas, cortando fundo na imagem que ela tinha do pai.
Na terceira visita, ele trouxe uma pasta velha, amarelada pelo tempo, cheia de documentos em francês e recortes de jornais antigos. Sen