Os dias imediatamente após o resgate foram um borrão de luzes hospitalares, vozes baixas e o cheiro antisséptico que impregnava tudo. Elisa ficou internada por 48 horas completas no Hospital, em um quarto VIP que Gael insistira em pagar privacidade absoluta, equipe particular, nada que lembrasse o pesadelo do galpão.
Na primeira noite, ela acordou gritando, o corpo coberto de suor frio. Gael, que dormia na poltrona reclinável ao lado da cama, levantou num pulo e segurou as mãos dela.
— Elisa, a