VICTOR BALTIMOR.Tenho que admitir: Elisa conseguiu me surpreender.Eu realmente acreditei que estava diante de uma jovem professora idealista, talvez orgulhosa demais, mas, no fundo, ingênua. Uma mulher que eu conseguiria dobrar com lógica, pressão ou desejo. Bastaria insistir.Mas eu estava errado. Quando ela começou a impor regras, eu vi que diante de mim não havia nenhuma garota tonta. Havia uma mulher inteligente, calculista, decidida. Elisa sabia exatamente o que estava fazendo, sabia negociar, impor limites e, pior para mim, sabia manter o controle emocional onde eu esperava fragilidade.Aquilo me atingiu como um choque — e, ao mesmo tempo, acendeu algo perigoso dentro de mim. Gosto de desafios.— Concordo com as suas regras — respondi, por fim, mantendo a voz firme. — Vamos fazer do seu jeito, senhorita River.Vi seus olhos se arregalarem por um breve segundo antes de ela recuperar a compostura. Ela claramente esperava resistência, um embate, talvez até uma tentativa de intimi
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