VICTOR BALTIMOR.Desde aquela noite vergonhosa, não tenho ficado em casa. Permanecer na residência oficial foi a única forma que encontrei de manter distância. Distância dela. Não suportaria cruzar com aquele olhar insolente, com aquele sorriso debochado que, eu sabia que, Elisa usaria sem pudor algum. A vergonha ainda queimava. Não por ela. Por mim.Ando irritado, mal-humorado, impaciente com tudo e todos. Desde que a toquei, nada mais funciona como antes. Nenhuma mulher consegue me distrair, me satisfazer, me apagar da mente aquela sensação. É como se Elisa tivesse deixado uma marca invisível, profunda demais para ser ignorada.Tentei me livrar disso como sempre fiz: ocupando o corpo, silenciando a mente. Mas nem isso funcionou.A mulher que Pablo providenciou estava ali, entregue, disponível, fazendo tudo o que se espera. E, ainda assim, eu não sentia absolutamente nada. O prazer não vinha. O controle escapava. Era frustrante. Humilhante. Para ela, parecia suficiente. Para mim, era
Ler mais