— Você perdeu, Honora. E agora eu quero o meu prêmio.Empurrei-o com as duas mãos, mais por impulso do que por força. Dei um passo para trás, o ar preso no peito, mas não cheguei longe. Ele segurou meu pulso no mesmo instante — firme, quente, os dedos fechando-se com segurança suficiente para me impedir, não para ferir. O contato me arrancou um arrepio involuntário.— Teimosa — murmurou, baixo, perto demais.Tentei soltar-me, puxando o braço, mas o aperto apenas se ajustou, não aumentou. Ele não precisou de força excessiva; havia ali uma certeza tranquila, quase irritante, de que eu não iria a lugar algum. O olhar dele desceu pelo meu rosto como quem lê algo já conhecido, e um meio sorriso surgiu, lento.— Sabia que ia acabar arrancando isso de você de qualquer maneira — continuou, a voz carregada de algo entre provocação e promessa.Meu coração batia rápido demais. Parte de mim queria protestar, dizer qualquer coisa que parecesse resistência real, mas outra parte, mais honesta e
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