Elena RossiA médica falava com as mãos.Mesmo quando tentava manter a postura profissional, seus dedos denunciavam a empolgação contida, desenhando pequenas linhas pelo ar, como se as palavras não fossem suficientes para acompanhar o ritmo daquilo que ela precisava dizer. A expressão era séria, mas havia um brilho vivo nos seus olhos, um entusiasmo quase infantil, em contraste absoluto com a sobriedade branca do jaleco.Damian, ao contrário, era pedra.Ele estava alguns metros à frente de mim, no corredor reservado da UTI, ao lado da grande janela de vidro que dava visão para o quarto de Sofia. Ombros retos, queixo firme, mãos cruzadas à frente do corpo. O terno claro, perfeito, destoava daquela atmo
Leer más