Junior Quando acordo de novo, o quarto está mais escuro. Luz suave de abajur, o bip do monitor ainda constante. Eu abro os olhos devagar, sentindo a dor no abdômen como uma brasa acesa, mas suportável.E ela está ali. Tiana.Sentada na cadeira de rodas ao lado da cama, pálida, olhos vermelhos e inchados, cabelo preso num coque bagunçado, vestindo uma blusa larga do hospital. Ela segura minha mão direita com as duas dela, como se tivesse medo de soltar. Quando vê que eu acordei, as lágrimas voltam a cair.— Junior… — sussurra, voz quebrada e trêmula.Eu tento falar, mas a garganta está seca. Consigo só um som rouco, com um bolo de dor e alívio entalada.— Você… está bem?Ela balança a cabeça, chorando baixo.— Me perdoa… me perdoa, amor… é tudo culpa minha…Eu franzo a testa, confuso. Tento me sentar, mas a dor me faz gemer. Ela se levanta rápido gemendo de dor e ajuda a ajustar o travesseiro atrás de mim.— Culpa sua? Do que você tá falando?Ela senta na beira da cama, ainda segurand
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