Tiana O grito saiu da minha garganta antes mesmo que eu conseguisse pensar. — SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDA! POR FAVOR! Junior estava caído no chão frio da entrada do prédio, sangue escuro se espalhando rápido pela camisa branca, manchando o concreto. Minhas mãos pressionavam o ferimento no abdômen dele, tentando estancar o que não parava de jorrar. O cabo da faca ainda estava lá, enterrado fundo. Eu sentia o calor do sangue dele escorrendo entre meus dedos, quente, viscoso, vivo. — Junior… fica comigo… por favor, amor… não fecha os olhos… Ele murmurou meu nome, voz fraca, quase um sopro. Os olhos dele estavam turvos, piscando devagar, eu gritava mais alto, olhando pros lados, desesperada, os dois seguranças do prédio correram até nós. Um deles já falava no rádio, chamando ambulância. O outro tentou me ajudar a pressionar o ferimento, mas eu não soltava. Não conseguia. Foi quando veio a dor. Uma dor alucinante, como se alguém tivesse enfiado uma faca quente dentro de mim também.
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