Vincenza Vitorino O som do cristal batendo contra o cristal era o metrônomo da minha nova vida. Vincenza Vitorino. O nome ainda soava estranho na minha cabeça, como uma peça de roupa cara que, apesar de ter sido feita sob medida, ainda pinica a pele em lugares inesperados. A recepção na mansão dos Mancini não era apenas uma festa; era uma exibição de força, um desfile de poder onde cada sorriso era uma negociação e cada brinde, um pacto.Eu estava sentada no trono de seda da mesa principal, observando o salão. Milão estava ali, toda ela. Os homens de terno escuro e olhos de gelo, as mulheres cobertas de diamantes que brilhavam mais do que suas almas. Tudo estava impecável, exatamente como eu exigi. As flores, agora no tom exato de marfim, exalavam um perfume entorpecente. A iluminação de velas criava sombras dramáticas nas colunas de mármore, transformando a festa em uma cena de um filme de época noir.Mas, por dentro, eu era uma pilha de nervos que nenhuma taça de Champagne Vintage
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