Matteo Vitorino A mansão se encontrava em festa naquela tarde, uma nova vida era comemorada. Não era o silêncio tenso de uma fortaleza à espera de um ataque, mas vozes animadas com a máfia que estava crescendo cada dia mais. O sol de Roma, agora mais alto e firme, atravessava as janelas de cristal, pintando o chão de mármore com tons de mel. No centro daquele império de sombras e segredos, havia luz.Eu estava de pé junto à janela do quarto, observando o movimento discreto dos guardas lá fora. Os homens sabiam que, naquele dia, a morte não tinha permissão para entrar. Eu havia limpado o caminho, antecipado as guerras e selado os destinos. Tudo para que, quando Aurora abrisse os olhos, o mundo estivesse em paz ou, pelo menos, a nossa versão de paz.Ouvi o som suave de passos no corredor. Passos pesados, medidos. Reconheci o ritmo. Rocco.Ele entrou no quarto sem a pompa de Dom, mas com a gravidade de um homem que estava verdadeiramente ali para saudar a vida. Ao seu lado, o pequeno Lu
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