Luigi Mancini O fumo do charuto de Matteo flutuava pelo escritório, criando uma névoa densa que parecia solidificar a gravidade daquela conversa. Eu estava em pé, perto da janela, observando os jardins da mansão Mancini. Meu pai, Rocco, estava sentado em sua poltrona de couro, com aquela expressão imperturbável que ele usava tanto para condenar um traidor quanto para selar um acordo de paz.O clima era de triunfo. Os Moretti estavam fora do mapa, a logística de Gênova parecia estar sob controle, pelo menos na superfície, e a aliança entre os Vitorino e os Mancini nunca fora tão sólida. Mas, para mim, faltava o selo final. Faltava a garantia de que o que é meu por direito e por destino estaria, finalmente, sob o meu teto.— Ela termina a escola em duas semanas — comecei, minha voz ecoando com uma firmeza que não aceitava contestação. — Esperei o tempo que vocês pediram. Esperei que ela completasse a maioridade, esperei que ela tivesse o diploma. Não há mais motivos para atrasos.Matte
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