ARIEL MACEY O caminho de volta do jardim secreto até o pátio principal da Villa Vigneto parecia diferente. O cascalho sob os meus pés parecia mais macio, o ar noturno mais doce, e o som da orquestra, que antes era apenas música de fundo, agora soava como uma trilha sonora composta exclusivamente para mim. Henrico caminhava ao meu lado, a mão firme na minha cintura, irradiando um calor que atravessava o tecido fino do meu vestido de seda. Ele não disse nada durante o trajeto, mas o sorriso que curvava seus lábios dizia tudo. Ele tinha conseguido. Ele tinha esperado, cercado, cuidado e, finalmente, conquistado. E eu... eu me sentia bem com isso. Era uma leveza que eu não experimentava há tanto tempo que tinha esquecido como era. Não havia medo, nem culpa. Havia apenas um anel de diamante no meu dedo e um homem que olhava para mim como se eu fosse a única mulher no mundo. Assim que entramos no círculo de luz das lanternas da festa, os olhares se voltaram para nós. Minha avó, estava
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