O dia avançou sob uma tensão constante, quase palpável. A mansão parecia a mesma — corredores amplos, janelas altas, silêncio controlado — mas algo havia mudado de forma definitiva. Não era mais apenas um lar protegido. Era um território em vigilância. Elena sentia isso em cada passo que dava. Ela caminhava pelo corredor principal com Liam pela mão, mantendo o ritmo natural, como Anthony havia orientado. Nada de pressa. Nada de olhares desconfiados demais. Era estranho fingir normalidade quando se sabia que cada movimento podia ser observado, analisado, interpretado. Liam balançava a mão dela, distraído, apontando para um quadro na parede. — Peixe — ele disse, orgulhoso, articulando melhor do que antes. Elena sorriu automaticamente. — É mesmo. Um peixe grande. O sorriso, porém, não chegou aos olhos. Do outro lado do corredor, Isabella surgiu. Impecável como sempre. Postura ereta, passos firmes, expressão neutra demais para alguém que supostamente viera resolver algo “ur
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