RubyEu acordo cedo. O quarto ainda está escuro e Dustyn dorme no berço ao lado da cama. Eu fico olhando pra ele e a última frase do Andrew volta, como se estivesse escrita no ar.— “Vive por nós.”Eu respiro fundo, engulo o choro e levanto.— Eu vou, Andrew. Eu prometo.No banheiro, lavo o rosto, prendo o cabelo e visto o terno feminino preto que ele mais gostava de me ver usando. É estranho vestir preto por poder e não só por luto, mas hoje eu preciso dos dois.Na cozinha, a babá está com Dustyn no colo.— Bom dia, senhora.— Bom dia. Ele comeu?— Sim. E está agitado.Eu beijo a testa do meu filho e sussurro:— A mamãe vai trabalhar. Mas volta rapidinho.No carro, eu tento manter a cabeça no lugar. Quando a Sinclair Corporation aparece pela janela, meu estômago aperta. A empresa é grande demais, fria demais, e agora eu sou a pessoa que tem que decidir tudo.Os seguranças abrem caminho.— Bom dia, senhora Sinclair.Eu respondo com firmeza e entro. No saguão, funcionários cochicham. A
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