A sexta-feira amanheceu com um sol tímido, escondido atrás de nuvens brancas que pareciam algodão-doce espalhado pelo céu.Acordar cedo tinha se tornado um hábito — não por obrigação, mas por prazer. Havia algo de mágico nas manhãs silenciosas, antes que o mundo acordasse e trouxesse suas demandas. Eu gostava de ficar na varanda com uma xícara de chá, olhando para o jardim onde as margaridas começavam a abrir suas pétalas para o dia.Foi nessa manhã que Sophia me encontrou.— Mãe Mauren! — ela disse, correndo pela casa com Mingau nos calcanhares. — Eu fiz uma coisa pra você!— Fez? — perguntei, sorrindo. — O que foi, flor?Ela parou na minha frente, ofegante, com um sorriso misterioso nos lábios. Nas mãos, segurava um envelope feito de papel colorido, com desenhos de margaridas e corações desenhados com canetinhas.— É segredo — disse ela, entregando o envelope com reverência. — Você tem que abrir sozinha.— Sozinha? — perguntei, curiosa. — Por quê?— Porque é especial — ela respondeu
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