Acordei devagar, como se o tempo tivesse decidido ser gentil comigo pela primeira vez.
O sol filtrava pelas frestas da janela, criando listras douradas no chão do quarto. Por um momento, fiquei parada, olhando para o teto, tentando entender se tudo tinha sido real ou apenas um sonho bonito demais para ser verdade.
Foi então que senti o peso no dedo.
Levantei a mão devagar e olhei para o anel — a aliança simples de ouro branco, com aquela pequena pedra que brilhava como estrela. Estava lá. Real.