O quarto em Paris era exatamente como eu imaginara um refúgio de amor: paredes brancas, cortinas leves que dançavam com a brisa do Sena, e uma cama enorme coberta com lençóis de linho branco. Velas perfumadas espalhadas pelo cômodo lançavam sombras suaves nas paredes, e pela sacada aberta entrava o som distante da cidade — passos apressados na calçada, risos de casais apaixonados, o murmúrio eterno do rio.Arthur fechou a porta com cuidado, como se temesse quebrar algum encanto. Virou-se para mim, os olhos escuros refletindo a luz dourada das velas.— Finalmente — sussurrou ele, aproximando-se devagar. — Só nós dois.Tirei o casaco leve que usava por cima do vestido de viagem e deixei-o cair no chão. Ele desabotoou o paletó, depois a gravata, depois os botões da camisa — cada gesto lento, intencional, como se estivesse desembrulhando um presente precioso.Quando ficamos frente a frente, só com as roupas íntimas separando nossos corpos, ele parou.— Tem certeza? — perguntou, a voz rouc
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