Isadora O ateliê no Jardim Europa era um santuário de minimalismo: paredes brancas, espelhos do teto ao chão e um aroma suave de peônias que parecia projetado para acalmar noivas à beira de um colapso. Mas, para Mariana, o efeito era o oposto. Ela estava parada no centro do tablado, cercada por nuvens de tule e seda, parecendo uma estátua de sal prestes a se dissolver. — Isa, eu acho que vou vomitar neste tapete caríssimo — ela sussurrou, enquanto a estilista se afastava para buscar um novo véu. — É a quarta vez que você diz isso desde que entramos no carro, Mari — brinquei, ajustando a cauda do vestido que ela usava. — Respire. O vestido é deslumbrante, você está maravilhosa e o Eduardo está, neste exato momento, provavelmente comprando um iate novo só para te impressionar. Mariana soltou um suspiro pesado, os ombros caindo. Ela se olhou no espelho, mas não parecia ver a noiva radiante que eu via. Havia uma sombra de dúvida em seus olhos castanhos. — Não é o vestido, Isa. É tudo
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