O silêncio na minha biblioteca era do tipo que eu costumava usar para fechar negócios hostis, mas hoje ele tinha um peso diferente. Ele cheirava a naftalina e a um passado que eu estava tentando enterrar. Minha mãe, Beatrice Vaz, estava sentada na poltrona de couro como se fosse uma rainha em um trono de gelo, observando a mim e a Eduardo com um desprezo que ela lapidara ao longo de décadas. Suas pérolas pareciam emitir um brilho frio, tão sem vida quanto o seu olhar.
— Eu gostaria de entender