Rafael
O voo de volta ao Brasil foi o oposto daquela viagem solitária e sombria que fiz para Londres. Desta vez, o avião não parecia grande demais; ele parecia preenchido. Isadora dormiu a maior parte do trajeto com a cabeça apoiada no meu ombro, e eu passei horas apenas observando sua respiração, sentindo o peso reconfortante da sua mão entrelaçada na minha. O medo de que o "encanto" se quebrasse ao cruzarmos a linha do Equador havia dissipado. Ela era minha, e ela sabia exatamente quem eu er