Ponto de vista do narrador Ela ia virar para o corredor dos quartos de hóspedes quando uma mão firme segurou seu braço — não forte o suficiente para doer, mas impossível de ignorar. — Natália — a voz dele era baixa, grave, inquestionável. — Antes de descansar, preciso de você, no meu escritório, agora. Ela abriu a boca para protestar, mas o olhar dele a fez engolir as palavras. Havia algo ali — autoridade absoluta, desejo nu, perigo. Sem soltar o braço dela, ele a guiou pelo corredor oposto, até a porta pesada de madeira escura. Abriu-a com a outra mão e a fez entrar primeiro. O escritório estava escuro, apenas a luz azulada da lua entrando pelas frestas das persianas. Carlos Alberto fechou a porta atrás deles. O clique da tranca soou como um tiro no silêncio. — Senhor… — começou ela, a voz trêmula. — Carlos — corrigiu ele, aproximando-se devagar, encurralando-a contra a mesa de carvalho escuro. — Aqui dentro você me chama de Carlos. Natália tentou recuar, mas a borda d
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