O ar dentro do galpão parecia mais quente depois do beijo, como se o espaço tivesse absorvido o que aconteceu entre eles e devolvesse em ondas lentas, carregadas, que impediam qualquer pensamento claro. Camila afastou o rosto apenas alguns centímetros, o suficiente para recuperar o fôlego, mas Rafael não deu espaço real, porque continuava com a mão firme na base das costas dela, como se temesse que, se afrouxasse o toque, ela se dissolveria no ar ou tentaria fugir. O olhar dele estava escuro e intenso, ainda marcado pelo impulso que explodira segundos antes, e esse olhar percorreu o rosto dela com a calma predatória de quem saboreia uma vitória parcial, mas não se dá por satisfeito.Ela tentou respirar fundo, mas o corpo não respondia da forma que queria; parecia haver um pulso interno, uma insistência quente que percorria a barriga e subia pela pele como uma lembrança do toque dele. Rafael baixou os dedos até a cintura, deslizando devagar, e a precisão do movimento fez um arrepio sub
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