O salão ainda estava em polvorosa com a aparição deles.Mas o caos diminuiu, virou correnteza organizada, abriu caminho — porque quando Rafael e Valentina se moviam, o mundo aprendia a se ajustar.Valentina mantinha o braço enlaçado no dele, postura impecável, máscara impecável, sorriso discreto e estudado. Só que…Quando duas figuras se aproximaram — como aves de mau agouro — aquele sorriso morreu um pouco.Vittória Montenegro.E Isabella Moretti.Mãe e serpente.As duas vinham firmes, carregando arrogância como se fosse joia.Valentina não precisou baixar os olhos para perceber que Isabella a fuzilava da cabeça aos pés, avaliando, comparando, odiando silenciosamente.E então Isabella sorriu.Aquele sorriso falso que mulheres de veneno nascem sabendo fazer.— Oi, querida… — ela disse com doçura sufocante. — Você está tão linda hoje.A frase era um tapa.Um “você é bonita, mas nunca suficiente” escondido no açúcar.Valentina ficou muda.Não por medo.Mas pela RAIVA controlada que subi
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