A fumaça saindo da arma, foi a primeira coisa que Valentina viu quando ergueu o rosto, o corpo inteiro ainda tremendo, o peito em colapso, o pavor da água misturado à dor nos pulsos, à ardência no ombro raspado, ao gosto metálico do medo ainda preso na garganta.A silhueta de Rafael vinha recortada contra a noite como alguma coisa feita de fúria e precisão. O braço ainda estendido, a arma firme na mão, o olhar cravado adiante com uma violência tão concentrada que parecia ter transformado o próprio ar ao redor dele em ameaça. Mais atrás, espalhando-se pelo pier em formação rápida e letal, os homens dele avançavam em silêncio, ocupando cada espaço, fechando cada rota, impondo uma presença que mudava tudo de uma vez.Enzo já estava no chão.O tiro o acertara entre o peito e o ombro, forte o bastante para derrubá-lo e abrir sangue sobre o tecido escuro da roupa, mas não para matá-lo. O corpo dele tinha cedido para trás de um jeito brutal, e agora jazia sobre as tábuas frias do pier, respi
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