O nightclub era como um animal vivo.Luzes que piscavam como se o mundo tivesse um coração neon. A entrada parecia um portal: do lado de fora, São Paulo era pressa e cinza; do lado de dentro, era perfume caro, salto alto.Quando o carro preto de Rafael parou, não teve “fila”. Os seguranças apenas abriu a passagem. Valentina desceu primeiro, com um vestido preto minimalista que não fazia esforço — e justamente por isso chamava atenção. Rafael desceu atrás, camisa escura, colarinho aberto, relógio discreto, e aquela presença que fazia o ambiente parecer menor. A mão dele foi para a lombar dela com naturalidade.Valentina sentiu. E, por um segundo, sorriu sem querer.O som do grave bateu no peito assim que passaram a porta.— Eu esqueci como isso aqui é… barulhento — Valentina disse, olhando em volta.— Sempre foi assim. — Rafael falou, seco.— E que acostumamos ao silêncio dos dias e noites tranquilas.Ela soltou uma risadinha.— Poético. Quase um escritor.— Não exagera.Subiram direto
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