O banheiro fechou atrás de Rafael com um clique suave.Valentina ficou estendida na cama por alguns segundos, encarando o teto como se ele tivesse respostas. O lençol ainda guardava o calor da noite. O quarto cheirava a sabonete, a perfume caro, a algo que não existia ali antes.— Somos dois adultos transando… — murmurou para si mesma, como se estivesse se dando um sermão. — Isso é normal.Virou o rosto para o lado, afundando o queixo no travesseiro.— Não me traia, coração idiota…O corpo respondeu antes da razão. Um incômodo lento, espalhado, que a fez gemer baixinho quando tentou se levantar.— Ai… — reclamou, sentando-se com cuidado. — Claro. Óbvio. Tinha que doer.E, ainda assim, sorriu.Porque lembrava.Lembrava das mãos dele. Da calma. Do jeito como ele não apressou nada. Do cuidado quase solene, como se aquele momento fosse mais sério do que qualquer contrato que ele já tivesse assinado.Valentina passou a mão pelo próprio rosto, respirou fundo e se levantou, andando devagar a
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