CAPÍTULO 62 — O REENCONTRO QUE MUDA TUDO Helena sempre acreditou que alguns reencontros carregavam o peso de uma vida inteira. Mas não imaginou que fosse sentir isso tão forte ao sair da sala de reunião da filial naquele fim de tarde, afinal ela tinha visto ele na semana passada por dois dias seguidos. O dia tinha sido longo, cheio de decisões difíceis, e seu novo cargo — diretora interina de operações — exigia concentração total. Mas mesmo cansada, havia uma leveza nela. Uma sensação silenciosa de que algo estava prestes a mudar. Ela só não esperava que mudasse tão rápido. Quando entrou no corredor principal, encontrou duas coisas que eram, talvez, as últimas que esperava ver naquele momento. A primeira: Arthur, ela não imaginava que ele estaria de volta tão cedo. A segunda: um buquê pequeno de lírios brancos, discretos, nada extravagantes — exatamente o tipo de coisa que ele sabia que ela não odiaria. Arthur estava parado ali, sem seguranças, sem postura corporativa arrogante
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