Os sinos tocaram pela terceira vez. Darya estava pronta. As portas da igreja abriram-se. O murmúrio cessou. O espaço era imponente, antigo, carregado de história e dinheiro. Bancos ocupados maioritariamente por rostos que não conhecia, homens de fatos impecáveis, mulheres de expressões frias, todos Mancini ou aliados. Observavam-na como se avaliassem uma aquisição, uma peça a integrar o império. Darya sentiu o peso de cada olhar. Caminhou. Cada passo ecoava no chão de pedra como uma afirmação silenciosa: estou aqui porque escolhi estar. Quando ergueu os olhos, viu Matteo. Ele não sorria. Estava direito, imóvel, num fato negro perfeitamente cortado. O olhar fixo nela, intenso, atento, como se o mundo à sua volta tivesse deixado de existir. Não havia posse naquele olhar, havia reconhecimento. Quando ela chegou ao altar, Matteo inclinou ligeiramente a cabeça. Um gesto pequeno, quase imperceptível, mas cheio de significado. O sacerdote iniciou a cerimónia, a voz so
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