Ethan A luz começa a entrar pela fresta da cortina, mas eu não abro os olhos imediatamente. Não ainda. Ela está ali — deitada no meu peito, respirando devagar, com a perna entrelaçada na minha — e eu quero estender esse momento por mais alguns segundos. Dois meses longe. E agora ela está aqui, completamente entregue, como se meu corpo fosse o lugar natural onde ela adormece. Meu braço está pesado ao redor dela, mas no bom sentido. Corpo cansado, alma leve. Hanna mexe um pouco, a mão subindo pelo meu abdômen, traçando um caminho lento, preguiçoso. Eu sorrio sozinho. — Bom dia… — ela murmura com a voz arrastada. — Bom dia, amor. — Minha voz sai baixa, ainda rouca da noite que tivemos. Ela ergue o rosto e me olha com aquele sorriso pequeno, íntimo, que só eu vejo. E eu sinto o peito apertar de novo, como se fosse a primeira vez. — Ainda não acredito que você tá aqui… — ela diz, deslizando o dedo pela minha clavícula. Passo a mão pelo cabelo dela, colocando uma mecha atrás d
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