KAELENA viagem de carro foi um túnel de raiva e negação. Maya, presa no meu colo, era um redemoinho de fúria: gritava, xingava, tentava se debater, suas palavras uma cascata de acusações que eu apenas absorvia em silêncio, mantendo-a firme, sentindo o tremor do seu corpo contra o meu. A preocupação, um sentimento que eu estava aprendendo a reconhecer com um custo alto, começou a se infiltrar sob a minha própria frustração. Ela estava além da raiva; estava histérica, e isso não era normal nela.Assim que o carro parou na garagem subterrânea do meu prédio, carreguei-a até o elevador, ignorando seus protestos que agora eram mais fracos, carregados de um cansaço desesperado. Dentro do apartamento, a porta se fechou atrás de nós com um som final.— Andrômeda, tranca todas as saídas. Prioridade máxima — ordenei, minha voz ecoando no espaço amplo e silencioso.— Não tranca porra nenhuma! — Maya gritou, sua voz rouca. — Andrômeda, ignora ele! Deixa-me sair!— Você precisa se acalmar, Maya —
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