A madrugada era gelada lá fora, mas dentro do resort, o ar estava quente. Não apenas pelo crepitar da lareira, mas pelo calor que ainda parecia emanar dos lençóis, da minha pele, da memória viva da noite.Acordei devagar, cada músculo protestando de um jeito estranhamente gostoso. Meu primeiro pensamento foi uma esperança frágil, tímida. Talvez eu pudesse, finalmente, dar uma chance real a Nikolai. Ser sua esposa de verdade, não só no papel. Sem medo. Sorri com a ideia, e um rubor quente tomou meu rosto ao me mover e sentir uma dor profunda e sensual ecoar pelo meu corpo todo.Me dei conta então que lá entre as minhas pernas, dolorida, latejante e ainda úmida, de quão intensa foi a nossa noite realmente. Tive vergonha, mas não a vergonha ruim. Era a vergonha de quem não soube corresponder direito, de não ter dado mais de mim para o prazer que ele me proporcionou, mesmo com toda a intensidade feroz daquela noite.Estava me espreguiçando, os braços para o alto, quando minha mão encontro
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