NIKOLAI VOLKOV Passei dois dias longe de casa e quando voltei à mansão, era noite fechada. E no ar, pairando sobre a rotina silenciosa da casa, estava o peso do próximo evento: o Grande Baile da Filantropia Internacional. Não era um evento do submundo. Era um palco brilhante, lavado em dinheiro limpo “ou quase”, frequentado por magnatas, políticos, celebridades e, é claro, figuras como eu, habilmente infiltradas entre os "normais". Seria a apresentação oficial de Angeline. Os rumores sobre a beleza da esposa de Volkov já circulavam, mas naquela noite, ela deixaria de ser rumor para se tornar um fato inegável, impressionante. Um trunfo a ser exibido. Eu precisaria preparar-me não apenas com o smoking, mas com uma camada extra de controle. Meu ciúme, minha possessividade, teriam que ser contidos atrás de um sorriso cortês e de uma postura impecável. A fera teria que usar gravata borboleta. Ao entrar, fui recebido por Mila no saguão. — Senhor Volkov. A senhora Angeline mandou avisar
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