ANGELINE HARRINGTON
Enquanto eu contava os detalhes da morte de Ângelo, mantinha os olhos fixos nele. Ele continuava de pé, uma estátua impenetrável, observando-me enquanto eu enxugava o rosto com o lenço de linho que ele me dera. O tecido era fino e macio, um contraste absurdo com a brutalidade das suas mãos. A dúvida me consumia por dentro, um pânico silencioso. Será que ele acreditava? Seu olhar era ainda frio, glacial. Não consigo ler nele remorso ou compreensão. Só uma análise intensa, co