CELSO MIRANTES Entrei no banco de trás do carro e o motorista me levou para a sede da CM Houses. Durante o trajeto, chequei meus e-mails. Ações em alta, relatórios de engenharia aprovados, convites para galas beneficentes. Tudo estava em ordem. Quando o elevador se abriu no andar da presidência, minha secretária, Amanda, estava ao telefone. Ela desligou assim que me viu, mas não sorriu. Havia um vinco de preocupação na sua testa que não era comum. — Sr. Mirantes — ela disse, levantando-se. — O senhor tem visitas na sua sala. Franzi a testa, checando meu relógio. — Eu não tenho nada agendado agora, Amanda. Quem são? Investidores? — Não, senhor. — Ela baixou o tom de voz, olhando para os lados como se as paredes tivessem ouvidos. — Eles disseram que são da polícia. Parei com a mão na maçaneta da porta do meu escritório. — Polícia? — Detetives, senhor. Mostraram os distintivos. Eu tentei dizer que o senhor estava em reunião externa, mas eles insistiram em esperar. Respirei fu
Ler mais