O suor escorria pela nuca, grudando os cabelos à pele, os músculos ainda vibrando do esforço. Cada passo pelo corredor silencioso parecia mais longo do que deveria. A casa dormia, os sentinelas vigiava cada centímetro tanto fora quanto dentro, mas não eram vistos, apenas sentidos. As paredes guardavam o conforto conhecido, mas naquela noite, nem isso conseguia dissipar completamente a sensação de estar… exposta.Ela entrou no quarto às escuras, fechando a porta com cuidado.Encostou-se por um instante, respirando fundo, tentando acalmar o coração ainda acelerado. O cheiro da floresta ainda estava nela — terra, água, noite.Quando estendeu a mão e acendeu a luz…O choque foi imediato.— Pai…Ele estava sentado na varanda do quarto, na velha cadeira de balanço dela, a mesma que rangeria suave quando Camila sentava no jardim da casa antiga. Agora, o ranger era quase imperceptível. Mas o olhar… aquele era atento demais para alguém que apenas esperava.— Onde você estava, Camila? — a voz s
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