FLORES FÁLICAS AVA Cinco da tarde. O expediente do segundo turno finalmente tinha acabado, mas eu estava moída e cansada, com a minha coluna gritando de dor e os meus pés quase conversando comigo no corredor: — Ainda vamos caminhar até o metrô, Ava? A gente ainda tá latejando do corte do vidro de manhã cedo, vê se tem dó de nós! Isso se pé falasse, né? É só meu subconsciente gritando esse monte de besteiras por causa do cansaço. Mas, no fundo, eu estava aliviada porque consegui adiantar todo o serviço pesadão e já planejava mergulhar nos meus estudos hoje à noite. Mesmo não indo para a faculdade presencial por causa do estado da mamãe, eu continuo estudando a distância para não perder matéria e nem ficar para trás. Foi então que escuto uma voz soando bem atrás de mim: — Entrega para a senhorita Ava! Me viro devagar, fecho meus olhos por três segundos e mordo os meus lábios com força, já prevendo a bomba que vem por aí. — Ai, meu Deus... outra vez não! Que saco, quem é e
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