Victor caminhou até a porta, digitou os números no painel e, antes que ela se fechasse, lançou um último olhar para dentro do apartamento. O clique suave da trava selou o silêncio.No sofá, Kety dormia profundamente, os bracinhos soltos, o rosto sereno. Mery estava sentada ao lado, acariciando os cabelos da filha com delicadeza. Seus dedos deslizavam entre os fios como se quisessem protegê-la de tudo.Quando Victor voltou para a sala, seus olhos encontraram os dela. Mery desviou o olhar por um instante, mas logo se levantou com cuidado, ajeitando a menina no sofá, cobrindo-a com uma manta leve. Caminhou até ele com passos lentos, mas decididos.Parou diante dele, o rosto sério, o olhar firme.— Obrigada por me ajudar, Victor. Mas... acho melhor pegar minha filha e ir embora agora.Ela se virou, mas ele segurou seu braço com firmeza. O toque dele era quente, decidido.— Para de fugir — disse, a voz baixa, rouca. — Você não quer ir. Eu sei que não quer.Mery parou. O coração disparou. V
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