A respiração de Malu estava quente, presa na garganta. O corpo inteiro vibrava como se tivesse sido ligado direto na tomada. E Cássio, colado nela, olhando como se esperasse apenas uma palavra para incendiar o apartamento inteiro. Ela fechou os olhos, sentiu a mão dele firme em sua cintura, o cheiro dele, a boca dele tão perto… E falou baixo. Baixinho demais para o juízo sobreviver. — …só uns minutinhos. Cássio sorriu. Não um sorriso comum. Um sorriso vencedor, lento, cheio de “eu sabia”. Antes que Malu pudesse pensar nas consequências, ele passou o braço atrás das coxas dela, ergueu-a no ar com facilidade absurda e a levou até o sofá, sentando-se com ela no colo, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Malu, ofegante, ficou ali, sentada no colo dele, sentindo as mãos dele firmes na sua cintura, o peito dele subindo e descendo devagar sob a camisa escura. “Eu tô mesmo fazendo isso? Eu tô realmente fazendo isso?” Um sorriso escapou, involuntário, suave, denunci
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