Ouvi ele suspirar profundamente, um som que era pura frustração e preocupação misturadas.— Estou indo, mas se isso for algum tipo de enrolação, Fonseca…— Não é enrolação, delegado. É uma trégua, pela Lorena.— Em meia chego aí.— Te espero.Desliguei a chamada e deixei o celular cair no meu colo. A adrenalina ainda corria, mas agora misturada com um alívio cauteloso. Pelo menos ele vinha e eu não estaria mais completamente às cegas.Gritei para o Raul, que apareceu na porta da sala instantaneamente.— O delegado Eduardo, irmão da Lorena, está vindo pra cá em meia hora.Os olhos de Raul se arregalaram por um segundo, mas ele apenas assentiu. — Certo. Vou avisar os homens no portão. Recepção limpa?— Limpa, mas vigilante. Não sabemos se ele vem sozinho, ou se pode ter sido seguido. Mantenha o perímetro seguro, mas discreto.— Entendido.Ele saiu para dar as ordens, e eu fiquei ali, olhando para a parede cheia de informações, mas vendo apenas o rosto dela. Seu irmão estava a caminho
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