A pergunta caiu como uma bomba no silêncio do quarto.
Os olhos de Eduardo se fixaram em mim, frios e prontos para matar qualquer um.
— O que você quer dizer?
— Quero dizer que a vizinha que eu coloquei para vigiar ela relatou marcas no seu pescoço. Marcas de dedos, o lugar estava roxo e recentes. — Cada palavra saía como um estalo. — Ele tocou nela, não foi? Ele tá batendo na minha… na sua irmã.
Vi o policial nele se contrair e um músculo na sua mandíbula pulsou.
— Como você sabe disso? Por que você tem alguém vigiando ela?
— Porque eu me importo!
Minha voz aumentou, e eu não me importei. A fachada de controle caiu completamente. Não valia mais a pena fingir, iria abrir o jogo de vez.
— Porque eu a amo, Eduardo! Ela estava indo pedir o divórcio pra ficar comigo, e aquele filho da puta descobriu e está fazendo alguma coisa, mantendo ela presa ali dentro, não sei… ela não fala mais comigo direito e quase não está indo a empresa.
— Lorena sempre foi muito profissional, por mais que