(Visão de Rafael)
A tarde estava se arrastando, e a impotência era uma companhia constante, mais incômoda que a dor na perna.
Eu estava no sofá da sala, com a perna esticada num puff, rodeado por telas de computador e papéis. Raul estava na cozinha, falando baixo ao telefone com um dos nossos contatos.
O celular na mesa de centro vibrou, com um número restrito. Meu coração deu um pequeno salto. Era a linha segura da Glayce.
Atendi rápido, levando o aparelho ao ouvido.
— Fale.
— Chefe. — A vo