As chamas da lareira projetavam sombras distorcidas pelas paredes de mármore negro, estendendo-se sobre a cama de peles onde o calor do nosso colapso biológico ainda pesava. O ar do quarto estava espesso, saturado pelo aroma exaurido de romã silvestre e pelo cheiro metálico, tipicamente masculino, que emanava da pele de Kael. Meu corpo, embora finalmente aliviado do tormento físico do cio, parecia carregar o peso de chumbo. A cada respiração, a maciez dos lençóis de linho contrastava de forma violenta com a rigidez de pedra que havia se instalado em meu peito.Kael estava deitado de lado, com o braço pesado descansando sobre a minha cintura de maneira possessiva, mesmo no torpor do pós-ato. Sem a máscara, seu rosto real exibia uma serenidade sombria, a cicatriz na têmpora destacando-se contra a pele clara. Ele dormia com a guarda semi-baixada de um Alfa que havia reivindicado o que era seu.Eu, no entanto, mantinha os olhos fixos no teto abobadado. A imagem do desenho a carvão que eu v
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