CAPÍTULO VI

Durante dois longos dias, Beatrice manteve-se isolada. Quando se atrevia a sair do quarto por alguma necessidade premente, voltava rapidamente quando ouvia a voz do “safado” ou de suas mulheres. Seu sangue chegava a ferver cada vez que o via, odiava-o com tanta intensidade que seu corpo tremia de raiva.

No entanto,  era prisioneira dele e estava impotente diante da situação. As vezes, temia continuar com as provocações e tentativas de fuga, pois não sabia até onde aquele canalha poderia chegar em sua crueldade. Receava ser castigada ou mesmo trancafiada em algum cubículo escuro, como costumavam fazer com os prisioneiros. Só em pensar nisso, um arrepio lhe percorreu a espinha e suas pernas ficaram bambas de pavor.

Desde criança tinha medo de lugares fechados e escuros, onde se escondiam insetos asquerosos e ratos horripilantes.

Até o momento estava sendo bem tratada, comida não lhe faltava. Mesmo que ela não saísse do quarto, a criada negra lhe trazia todas as refeições
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