Meu Querido Inimigo - Sem Lei#1

Meu Querido Inimigo - Sem Lei#1PT

Zelda Howard Zee  concluído
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Resumo
Índice

Mari Esteves e William Dib. Dois profissionais jogando um jogo perigoso. No calor do Rio de Janeiro, uma trama que envolve dinheiro, sexo, drogas, poder e uma arma capaz de causar destruição em massa. Uma corrida contra o tempo. Um jogo de gato e rato. Uma história onde nada é o que parece. Uma atração explosiva entre inimigos declarados. O primeiro contato de Mari com o sujeito conhecido como Dib foi o pior possível. Com a carreira e a reputação colocadas em jogo, ela se vê no meio de uma trama surreal e precisa confiar exatamente no homem que foi responsável pela morte de seu parceiro. Sequestros, queima de arquivos, pistas forjadas, agentes duplos... Dib já havia encarado de tudo em sua vida, menos uma química tão intensa quanto a que aconteceu quando seu caminho cruzou com o da agente Mari Esteves. Seu maior desafio agora é convencer a obstinada Mari de que deve confiar nele, apesar do que aconteceu com seu parceiro.

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#1 - Era apenas mais uma missão...
2008. Centro do Rio de Janeiro, 09:30AMO Rio de Janeiro estava intragável naquele verão. Como sempre. Quente como uma estufa. Um inferno!Mari entrou com a moto no meio de dois carros. Tirou um fino. Cruzou o semáforo uma fração de segundos antes que ele se fechasse. Veículos que vinham na transversal buzinaram.— Maluco!Ela ergueu a mão. E um dedo.A figura pequena, de capacete coco e óculos, montada num monstro de metal, chamava a atenção em todo o canto.Acelerou a Fat Boy. Uma pérola resgatada de um leilão. Sentiu a vibração entre as pernas. Sorriu. Tesão. Mil, quatrocentas e cinquenta cilindradas. Segundo as amigas, um vibrador com sessenta cavalos.Deliciou-se com a potência da máquina. Dominá-la era quase um orgasmo. A excitação da velocidade era maior do que qual
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#2 - Cinzas, ossos e brasas
Três dias depois. Tijuca, 11:30AM.Mari jogou a chave da moto em cima da mesa, junto com o capacete. Fechou a porta com o pé. Os óculos escuros ficaram em cima do micro-ondas. As luvas, sobre o telefone. A jaqueta de couro, na cadeira da sala. O coldre com a pistola ficou com ela.Olhou a foto sobre o aparador. Ela e Rique na praia. Sorrindo. Jurerê. Foi um verão divertido. Os dois, de férias. Foram para o Sul, de moto. Ele ainda não namorava Julia. O primeiro ano como agentes.Foi para a cozinha. Abriu a geladeira. Ficou parada, olhando lá para dentro. Três dias. Fazia três dias que ele tinha morrido.Uma sombra se moveu na sala. Sacou a pistola e apontou naquela direção. Relaxou.— Como é que tu entrou aqui, Vivico?A pistola voltou ao coldre.— Por trás. Pela área de serviço.Mari caiu sentada no
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#3 - Quando as coisas começaram a ficar estranhas
Joatinga, Rio de JaneiroDib jogou a chave sobre mesa. Esfregou os olhos, abriu a cortina. Daria tudo para estar lá embaixo, no mar, surfando...Tinha que dormir. Não fazia isso há quarenta e oito horas. Agora que Lucas estava na cola de Mari Esteves, talvez pregasse o olho por umas duas horas. Seu corpo reagiu de imediato.Mari.Tinha ficado louco para atacar uma agente federal daquele jeito! Lembrou de como tudo aquilo tinha acabado. De como tinha sido posto para fora do apartamento dela. Droga de mulher!Depois que as coisas se acalmaram, ela o empurrou. Olhou para ele de um jeito... como se estivesse acordando. Meio apavorada.— O quê...?Ela pegou a toalha caída no chão, se enrolou nela correndo. Fugiu dele. Parou do outro lado da sala. Numa hora, parecia estar louca por ele. De repente, ficava uma fera.— Saia daqui.— Mari...Ele ajeitou
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#4 - Não confie em ninguém
Joatinga, 15:30PM— Entre.Mari espiou dentro da casa. Passou pelo hall e saiu na sala. Vista para o mar. Luz do sol. Grande. E impessoal.O celular de Dib tocou. Assustou-a. Ele pediu licença para atender. Ela foi olhar a sala. — Fale.— Que porra foi aquela? Você está bem?— Tá tudo certo, Lucas. E a moça, a amiga da Mari?— Aqui do meu lado. Ficou nervosa com a confusão. Quer saber da amiga.— Tá aqui comigo. Diz que tá tudo bem — virou de costas para Mari. Falou mais baixo. — Lucas, fica na cola dessa mulher. Consiga a colaboração dela.— Ok. E quanto à federal encrenqueira? Vai fazer o que com ela?— Levá-la pra cama. — Falou sem pensar.Mari estacou. Ele se voltou para ela e riu. Tampou o fine com a mão.&md
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#5 - O dia em que eu morri
Barra de Guaratiba, 03:00AMA primeira coisa que Suzana percebeu foi que estava deitada. Depois, que estava sem sapatos, mas vestida. Será que...?A mão tocou a saia, e a perna. As meias ainda estavam lá. E não sentia dor entre as coxas. Nem abriu os olhos. Apenas suspirou aliviada.— Não a estuprei, se é isso o que quer saber.A voz de Lucas. Abriu os olhos. Muito rápido.A tontura e a náusea foram repentinas. Colocou a mão no estômago. Num segundo ele estava do lado dela. Amparou-a, enquanto seu corpo colocava para fora aquela porcaria que a fez dormir.Ele saiu e a deixou deitada. Suzana respirou fundo. Tentou acalmar o coração. Tremia de medo.Ouviu Lucas voltando. Escutou-o sentar ao seu lado. Olhou para ele. Parecia meio embaçado ainda. Ele estendeu uma toalha úmida. Suzana limpou o rosto. Depois, sentou devagar. Enc
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#6 - Segredos e mentiras
Dib não soube o quanto ficaram ali. Ele em cima dela. Mari olhando o céu. Estática. Que loucura era aquela? Puxou-a e colocou-a sentada. Ajeitou sua roupa e a dela.— Mari... — Muda. Olhando para ele. Respirava rápido e segurava com força sua camiseta. Dib suspirou. Passou a mão pelo rosto dela e beijou seus cabelos. Abraçou-a. — Mari, fale comigo.Ela não falou. Soluçou. O primeiro de muitos soluços. As mãos soltaram a camiseta. Começaram a esmurrar seu peito. Ele deixou. Só a abraçou, com força.— Shh, tudo bem, tudo bem, querida...Olhou-o com o rosto molhado. Estava descontrolada.— Não está tudo bem! Nada está bem! Meu melhor amigo morreu, fui suspensa, atacada... fui sequestrada por um louco, do qual não posso chegar perto sem ir pra cama com ele! Todos pensam que estou morta! E voc
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#7 - Dobre a aposta
Zona da Mata, Minas Gerais 2:00AMMari acordou de madrugada, com o som da chuva, de um violão, e de uma voz grave. Ele cantava?! Aquilo era uma surpresa!A raiva sumiu. De repente. Curiosidade, espanto e uma emoção estranha tomaram seu lugar dentro dela. Andou até a porta do quarto, arrastando consigo a manta. Ele estava sentado na varanda, de costas para a porta da sala. Ficou em silêncio. Olhando as costas dele. Largas, bronzeadas. Com cicatrizes. Enrolou-se mais na manta. Foi até a porta da sala. Ele ainda não tinha notado que ela estava ali. Prestou atenção. "Now I feel I'm growing older/And the songs that I have sung Echo in the distance Like the sound Of a windmill goin' round..." De quem era mesmo aquela música? Deep Purple? Sim era isso. Ele dedilhou o violão. O aço das cordas gemia. Quase um lamento. 
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#8 - O cerco se fecha
Lagoa, 5:15AMLuiz Esteves atendeu ao telefone antes do segundo toque. O coração disparado. Poderiam ser notícias. Algo sobre Mari. Ou sobre seu corpo. Stella, dopada, dormia. Ele passava as noites em claro, na varanda.— Alô.— Tio Esteves.— Otávio?!— Tio... levei um tiro.O coração do coronel disparou. Vivico era amigo de sua filha desde moleque. Estava no mau caminho. Mas era como um filho.— Onde está?— No apê da Mari... — a voz era chorosa, fraca — tio... eu tô morrendo... Zona da Mata, Minas Gerais, 6:00AMDib cobriu Mari com a manta. As olheiras dela estavam evidentes. Não tinham dormido. Haviam passado a noite ali, na varanda. Ele tocou violão até os dedos doerem. Ela tinha escutado. Quieta. Calada. A cabeça no seu ombro. Tinha
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#9 - Pássaros abatidos
Base Aérea do Galeão, 11:50AMGabriel Esteves olhou para o comandante. Abriu a boca. Fechou de novo. Passou a mão pelos cabelos escuros. Abriu a boca de novo.— Sente-se, filho.O coronel apontou a cadeira. Ele sentou. Respirou fundo. Encarou o superior.— Minha irmã...— Recebi agora o telefonema, capitão — o coronel reassumiu a postura marcial — Está viva. Não sei como. Metida numa confusão no meio da pista da Base de Santa Cruz.— Confusão? — Claro, típico de sua irmã...— Não tenho os detalhes. Mas quero seu grupo lá, agora. Só chamei você aqui para que não fosse surpreendido quando a visse.Gabriel levantou da cadeira. Rígido. Encarou o superior. Os olhos castanhos fixos nos do coronel.— O senhor sabia?— Não, filho
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#10 - Inimigo íntimo
O Ninho, 2:30PMLucas trincou os dentes. Mesmo com a anestesia, a dor era forte. Precisava de anestesia geral. Mas não podia se dar ao luxo. Não com tudo tendo dado tão errado.Dib estava encrencado. Ele era o segundo na cadeia de comando do grupo. Outro ponto. Ele gemeu. O suor encharcou sua testa. Estava medicado. E mesmo assim, sabia que estava com febre.— Dá pra acabar logo com isso, doutor?— Relaxa, cara — resmungou Sandro — tem que ficar bem feito, — olhou para o homem deitado na maca — sei que não vai poder repousar.Teresa entrou na sala. Sua cara não era boa. Entregou-lhe o celular. Lucas pegou com a mão livre.— É o Gus.Ele assentiu.— Lucas.— Dib tá vivo.— Graças a Deus. Tem acesso a ele?— Sim. Eu o vigio. Mas não estou só.&
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